07 setembro 2012

Rendo-me

 

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Rendo-me, ao silêncio...

Onde posso, a voz da natureza, escutar,

Aquela que os humanos teimam apagar!

Rendo-me à brisa,

E ao perfume das flores,

Ao canto dos pássaros,

E ao murmúrio das águas...

Ah… como eu amo a natureza!

E há tanto, quem a pisa,

E apaga as suas cores...

Aniquilando as florestas,

Vestindo-as de negro...

Só de cinzas... e mágoas!

Ah, como magoa!

Ver o fogo assassino,

Ateado por quem não sente

Destruindo a vida e o destino...

Da natureza e de tanta gente!

Mas a isto não me rendo,

Me revolto!

 

Autoria:

Joaquim Antero Oliveira

03 setembro 2012

Num caminho nunca trilhado

 

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Adormeceu, na areia, o mar…

Como se outra onda não houvesse

Mas eu, continuo a sonhar…

Com a brisa, em que o amor, floresce

Continuei caminhando a seu lado

Como se num jardim, o fizesse…

Murmurou-me num tom magoado

O mar, antes que me perdesse…

Seu caminho, cada um tece,

Consoante o que tiver sonhado…

Mas um novo horizonte, só cresce,

Num caminho, nunca antes trilhado!

Autoria:

Joaquim Antero Oliveira