27 julho 2011

Devolvam ao rio a sua pureza

 

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O que é feito da tua água pura,

Ó Rio Ave onde outrora me banhei?

Já não guardas nas margens a frescura,

Nem, os areais onde em criança brinquei

 

As aves cuja voz perdura,

Cantam a tristeza em que naufraguei,

Ao ver-te feito em negrura...

E não foi isto que sonhei!

 

O murmúrio das tuas águas,

Outrora, voz da natureza,

É agora um rol de mágoas…

 

Uma súplica à humanidade…

Acabem com a insanidade…

Devolvam ao rio a sua pureza!

 

 

Autoria:

J. Antero Oliveira