29 janeiro 2011

Todo o meu Amor

gaivotas

 

Ó noite, que vens negra e fria

Ó vento, que varres sem piedade

Ó noite, porque me tiraste o dia?

Ó vento, porque me deixaste a saudade?

 

Ó tempo que passa a grande velocidade

Ó memória que guardas a fantasia

Ó tempo, roubaste-me a mocidade!

Ó memória devolve-me a alegria!

 

A alegria de ser tudo, sendo nada

A alegria de ser teu, ó minha amada!

Ser teu, sendo eu, em cada dia...

 

Nas asas dos sonhos, na melodia

Entregando-te simplesmente, sem dor

Em versos, em actos, todo o meu Amor!

 

Autoria:

J. Antero Oliveira