12 janeiro 2011

Sem ti, é nua a minha vida

 

Parcae

 

Quantas vezes aqui sozinho

Por não te ver, senti um tremor

Um vazio, uma falta de carinho,

Uma luz que se extinguia na dor

 

Quantas vezes procurei o caminho

E sem querer vi, a falta de cor

A chuva caindo de mansinho

Mas parecendo dilúvio, um terror

 

Quantas vezes ao olhar o céu

Onde a lua seguia sozinha

Percebi que aquele denso véu

 

É falta de cor no jardim da vida

É ausência, é fé perdida...

E perceber que sem ti, é nua a vida minha

 

Autoria:

J. Antero Oliveira