29 dezembro 2011

Soltei as amarras de minh`alma

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Soltei as amarras de minh`alma
Da brisa gelada que m`envolvia
Abracei encantado a melodia
Que, de tão doce, me acalma
A dor que me agonia...

Autoria:

J. Antero Oliveira

20 dezembro 2011

Morri

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Morri:

Quando para mim

Teus olhos se fecharam

Quando no jardim

As flores murcharam

E os pássaros se calaram

 

Morri:

Quando se apagou

O brilho dos olhos teus

Quando secou

A fonte dos sonhos meus

E o silencio ecoou

Na imensidão dos céus

 

Mas hoje...

Quando teus olhos

Para mim se reabriram

Os jardins floriram

E os pássaros cantaram

Porque semeaste luz em meus dias

Porque saciaste minha sede d'alegrias

Hoje renasci!

Autoria:

J. Antero Oliveira

01 dezembro 2011

A minha Alma a renascer

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Tantas horas vejo passar

Sem algo acontecer

Passo-as sempre a contar

Quanto falta para te ver

 

Conto a brisa a esvoaçar

Os raios de sol ao amanhecer

Conto os pássaros a cantar

E os jardins a florescer

 

Conto as horas a sonhar

E o silêncio de ensurdecer

Conto porque não sei cantar

A minha alma a renascer

Autoria:

J .Antero Oliveira

28 outubro 2011

Ânsia de viver

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Deposito no horizonte dourado

A esperança num novo amanhecer

Onde simplesmente seja amado

Pelo pouco que eu possa ser…

Deposito o que tenho sonhado

Na luz que me faz crescer

Ainda que esteja ancorado

Ao largo, na ânsia  de viver

 

Autoria:

J. Antero Oliveira

26 setembro 2011

Resgate…

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No contínuo Inverno em que vivia

Não havia Sol para me aquecer

Vivia somente, dia após dia...

E, até os sonhos, estava a perder 

 

No árido terreno dos meus dias

Onde pouco, esperava, ver nascer

Semeaste um lindo jardim d'alegrias

Perfumando os escombros do meu ser

 

Transformaste o amargo em doce

E de todo o tempo, fizeste Primavera

Pintaste o presente como se fosse

 

Uma tela viva repleta de cor

Deste todo o tempo a uma quimera

Para se tornar um lindo Amor

 

Autoria:

J Antero Oliveira

11 setembro 2011

Na ténue linha da realidade

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Na ténue linha da realidade

Que é a vida, a que me dou

Meu sonho é ser de verdade

Tão somente, aquilo que sou

 

Na ténue linha da realidade

Onde semeio os sonhos meus

Vejo florir para a eternidade

Teu brilho na imensidão dos céus

 

Na ténue linha da realidade

A que também chamam presente

Vivo com toda a intensidade

Ainda que pareça... Loucamente!

Autoria:

J. Antero Oliveira

27 agosto 2011

Quando, entre o olhar, brilha o amor!

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Na matinal neblina… O Sol se perdeu…

E o mar… no areal, as algas largou…

Em teus braços, Amor, entreguei quem sou

E tudo, que por ti, em meu coração cresceu

 

Ofereci-te, a minha Alma, de sonhador…

E as sementes que germinam no coração

Que mais querer, se a vida é uma canção?

Quando, entre o olhar, brilha o amor!

 

Autoria:

J. Antero Oliveira

06 agosto 2011

Fechei os olhos

 

 

 

Fechei os olhos, por sentir-te…

Entre os braços de minha Alma

Fechei os olhos, por ouvir-te…

Sussurrar ao vento o que me acalma

 

Autoria:

J. Antero Oliveira

27 julho 2011

Devolvam ao rio a sua pureza

 

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O que é feito da tua água pura,

Ó Rio Ave onde outrora me banhei?

Já não guardas nas margens a frescura,

Nem, os areais onde em criança brinquei

 

As aves cuja voz perdura,

Cantam a tristeza em que naufraguei,

Ao ver-te feito em negrura...

E não foi isto que sonhei!

 

O murmúrio das tuas águas,

Outrora, voz da natureza,

É agora um rol de mágoas…

 

Uma súplica à humanidade…

Acabem com a insanidade…

Devolvam ao rio a sua pureza!

 

 

Autoria:

J. Antero Oliveira

26 junho 2011

Jardins secretos

 

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A brisa, com perfume de maresia

Embriaga os meus pensamentos.

Meus olhos vêm como por magia

No horizonte, doces sentimentos.

 

Aqui, naufragam por momentos

As ondas desse mar de alegrias

E num vislumbre de encantamentos

Se tornam reais, minhas fantasias

 

Ao largo navegam barcos à vela

Guiados pelo rasto de uma estrela

Levam, com eles, olhares indiscretos…

 

Visões que cruzam a realidade

Paixões que eternizam a verdade

Em coloridos jardins secretos!

 

Autoria:

J. Antero Oliveira

14 junho 2011

Num poema a cantar

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Quero abraçar o vento

E voar pelos céus

Dar cor e encantamento

Aonde navegam os olhos teus

 

Quero ser o horizonte

Onde adormece o teu olhar

Ver-te sempre de fronte

E com os olhos te falar

 

Quero ver o sol-pôr

Quando a lua chegar

E oferecer-te uma flor

Sentado junto ao mar

 

Quero vestir essa cor

Que faz os olhos brilhar

Oferecer-te o meu amor

Num poema a cantar

 

Autoria:

J. Antero Oliveira

10 junho 2011

Segura…

 

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Segura meus braços

Que se estendem ao teu encontro

 

Segura meus beijos

Que se extinguem na falta de ti

 

Segura meus olhos

Que te procuram no horizonte

 

Segura minha alma

Que se esvai se te não sente

 

Autoria:

J. Antero Oliveira

17 maio 2011

Suspiro

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Sufocam-me os silêncios perdidos…

As sílabas das palavras não ditas

Aquelas que jamais foram escritas

Nos versos, agora esquecidos...

Sufocam-me os sentimentos doridos

As longas horas, passadas, prescritas

Os gritos calados, as vozes malditas

Que me fazem até, perder os sentidos

Sufocam-me, os sonhos, vencidos

Os alicerces sobre areia construídos

Os olhos abertos que nada vêem…

As mentes, que em nada, crêem…

Sufoca-me até o ar que respiro

Mas… porque vivo… Suspiro!

 

 

Autoria:

 

J. Antero Oliveira

24 abril 2011

Para ti querida… Sempre viverei

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Procuro na brisa a frescura

A doce, cor… do teu olhar

Essa mesma, branca, tão pura

Que apaga a dor e faz sonhar

 

Procuro, na noite, tão escura

Uma luz para te encontrar

Nem a Lua com sua brancura

Veio… para a noite iluminar

 

Tudo o que encontro é incerteza

Realidade que não quis sonhar…

Mas sempre, com melhor sonharei!

 

Ainda, que não encontre, a certeza

Ainda, que a luz, me possa faltar...

Para ti  querida… sempre viverei!

 

Autoria:

 

J. Antero Oliveira

15 abril 2011

É Primavera

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Na melodia do canto dos pardais

Acompanhada pelo sussurrar do vento

Vens Primavera dar contentamento

Neste dia de encantos surreais

 

Vens vestir de rubro os roseirais

E de sonhos o meu pensamento

Mas, teu maior encantamento

É o perfume de tempos ancestrais

 

É a vida que trazes em cada flor

A natureza em pleno esplendor

Até as águas do riacho cantam

 

Melodias que a todos encantam

Alegrem-se, amigos, não é quimera!

É tempo de sorrir, é Primavera!

 

 

Autoria:

J. Antero Oliveira

09 abril 2011

Além do silêncio, um alegre viver

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Estendo, meus dedos, sobre o papel

Duma página, branca, tão pura

Deposito nele, todo sabor, do mel

Que floresce, desta Alma, tão escura

 

Rabisco, meus sentimentos, sem fel

Semeando, doces flores, na frescura

Da manhã, que me viu, num corcel

Cavalgando, veloz, à tua procura 

 

Nas margens verdejantes dum rio

Sob o luar, num sonho, fugidio…

Sobre as ondas, revoltas, do mar

 

Conquistando, ao tempo, o sonhar

Perpetuando somente este querer...

Além do silêncio, um alegre viver!

 

 

Autoria:

J. Antero Oliveira

03 abril 2011

Histórias

 

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Teus raios ó ardente sol de Inverno

Me aquecem como no pico do Verão

Teus braços se estendem pelo eterno

Murmurar das ondas quando vão...

 

À nossa praia, num momento terno

Ecoando ao mundo a nossa canção

Enrolando-se num abraço fraterno

Juntado, nossas almas, com emoção

 

Mas desse abraço só restam memórias

E alguns traços rabiscados num caderno

Revelando docemente nossas histórias…

20/03/2011

Autoria:

J. Antero Oliveira

 

24 março 2011

Voz de minha Alma

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Ó inquieta voz de minha Alma

Quem é que te acalma?

- Sou eu! Sou eu que te sigo,

Caminhando discreto,

Embrenhado nas entrelinhas,

Das palavras que escrevinhas.

Sou quem dá nome e sentido

A esta vida que tens vivido.

 

- Ó sentimento lindo!

Porque estás escondido?

Não te vás, vem comigo.

Não me faças sentir perdido...

Revela-te, não te escondas,

Abandona essas sombras,

Sobrepõe-te às palavras,

Embriaga meu ser...

Minha vida faz florescer.

 

Ó voz de minha alma!

Que brota do meu peito,

Mantém-te pura e calma,

Semeia com preceito.

Para que a tua voz,

Floresça em poesia,

Nas margens do rio que se esguia

E o transborda de alegria.

 

Autoria de:

26/04/2010

J. Antero Oliveira

19 março 2011

Num Poema

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Fecho os olhos, faço um poema

Na aurora do teu olhar

Na incerteza num dilema

Se te digo... Vem me amar!

 

Fecho os olhos, escuto o tema

Que um dia me fez sonhar

A lembrança não é pequena

Mas muito ainda, te quero dar

 

Fecho os olhos por te não ver...

Além dos sonhos, meu bem-querer

Ainda que do meu lado, a morar...

 

Fecho os olhos para te sentir

Dentro do coração a florir

E num poema, a ti me entregar

 

Autoria:

J. Antero Oliveira

11 março 2011

Silêncios…

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Na madrugada, quero falar-te

Mas da minha boca, nada sai

O silêncio abafa a minha voz!

 

Na madrugada, quero escutar-te

Mas da tua boca, nada sai...

Só há silêncio, entre nós!

 

Talvez um lápis, na sombra dos seus traços

Revele a dor… Da falta dos teus abraços

 

Talvez um lápis pinte uma alvorada

Onde possa amar-te… Ó minha amada!

 

Autoria:

J. Antero Oliveira

05 março 2011

Renascer

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Na escuridão duma noite fria

Até a Lua se recusou aparecer

Preferiu, esperar pelo dia...

E nos braços da alvorada, florescer

 

Nessa escuridão, só uma luz irradia

Da esperança, num novo amanhecer

Na certeza, que é do amor, a magia

Que me faz, pelos sonhos, renascer!

 

Autoria:

J. Antero Oliveira

25 fevereiro 2011

Morro de saudades

 

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Morro de saudades...

Quando sinto a brisa no rosto

Como eu tanto gosto!

 

Morro de saudades...

Quando vejo nuvens cruzando-se nos céus

Sem cruzar meus olhos, com os teus...

 

 Morro de saudades...

Quando escuto as ondas do mar

Sem poder, te abraçar...

 

 Morro de saudades...

Quando pego no lápis para escrever

Em versos, o meu querer...

 

Morro de saudades...

Quando fecho os olhos para dormir

Sem antes, te ver sorrir...

 

Autoria:

J. Antero Oliveira

19 fevereiro 2011

Não sei…

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Não sei dizer, nem sei calar

Este querer, reflectido no olhar

Saberei ouvir, o coração falar?

Saberei sorrir, estando a chorar?

 

Tudo o que vejo à minha volta

É o reflexo da minha alma...

Tudo é cinzento, uma revolta

Tristeza, que me tirou a calma

 

Para onde foram as belas flores

Que coloriam o meu jardim?

Morreram, ou desistiram de mim?

 

Autoria:

J. Antero Oliveira

10 fevereiro 2011

Vem!

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Vem! Vem me beijar!

Vem tomar-me em teus braços...

Vem! Vem me amar!

Vamo-nos fundir em ternos laços...

 

Vem! A minha vida iluminar...

Vem! Acompanhar os meus passos

Vem! Quero que sejas o meu par

Vamos navegar entre beijos e abraços

 

Vem! Ser perfume... Ser cor...

Vem! Florescer no meu jardim...

Vem! Apaziguar esta dor...

 

Desta ausência a crescer em mim...

Vem! Fecha os olhos e vê... Estou aqui!

Tudo, na minha vida é para ti!

Autoria:

J Antero Oliveira

29 janeiro 2011

Todo o meu Amor

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Ó noite, que vens negra e fria

Ó vento, que varres sem piedade

Ó noite, porque me tiraste o dia?

Ó vento, porque me deixaste a saudade?

 

Ó tempo que passa a grande velocidade

Ó memória que guardas a fantasia

Ó tempo, roubaste-me a mocidade!

Ó memória devolve-me a alegria!

 

A alegria de ser tudo, sendo nada

A alegria de ser teu, ó minha amada!

Ser teu, sendo eu, em cada dia...

 

Nas asas dos sonhos, na melodia

Entregando-te simplesmente, sem dor

Em versos, em actos, todo o meu Amor!

 

Autoria:

J. Antero Oliveira

28 janeiro 2011

Levando esta alma, a… Com a tua voar!

 

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Perco-me entre longas palavras

Que florescem da minha alma

Gerando um colorido sem regras

Neste caminho que me acalma

 

Encontro-me nesse doce perfume

Que emana ardente do coração

Num sonho embalado pela canção

Que dá voz ao amor sem queixume

 

Entrego-me, ao teu coração, sem reservas

Pois como cada raio de sol, me dás o brilho

E como cada noite, de lua cheia, dás o luar

 

Assim em cada dia que me observas

Te ofereço, sorrindo, as flores do meu trilho

Levando esta alma, a… Com a tua voar!

 

Autoria:

J. Antero Oliveira

15 janeiro 2011

Longos dias

 

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Longos dias estes em que despertei

Com uma névoa em meu olhar

Era uma cortina, que desejei...

Nunca... ter de observar...

 

Foi, numa noite errante

Que se começou a formar...

Perpetuando aquele instante

Que vivemos junto ao mar

 

Tão belas eram as sombras...

De nossas mãos entrelaçadas

Como duas cobras, esfomeadas!

 

Tão doces e loucos momentos,

Que vivemos... E as obras!

Construídas de sentimentos!

 

Autoria:

01/06/2010

 

J. Antero Oliveira

13 janeiro 2011

Fazendo renascer de novo esperanças

 

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Onde chegam os braços do mar?

Onde pousam seus dedos, ao anoitecer?

Seu calor se perde sem queixume ao luar

Seus raios esmorecem, sem morrer

Pois noutro dia voltam a nascer

Pois em teus braços, querem se entregar

Aí onde os lírios vão florescer

Aí onde teus olhos vão descansar

Nesse doce leito que é o teu mar

Nesse horizonte onde findam os dias

Onde desaguam as ondas do teu olhar

E se abraçam as noites a longos dias

Onde naufragam fortes lembranças

Fazendo renascer, de novo esperanças

 

Autoria:

J. Antero Oliveira

Unindo nossos corações

 

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No suave toque dos teus dedos

Perfumados por simples flores

Se dissipam os meus medos

Colorindo-me de mil cores

 

Na frescura dos teus beijos

Temperados por mil sabores

Se revelam os meus desejos

Mais íntimos, sem pudores

 

Na verde, natureza dos teus olhos

Decorada por múltiplas emoções

Floresce a ternura do teu coração

 

Ora escorrendo como primaveris orvalhos

Ora brilhando como o sol de Verão

E cada vez mais, unindo nossos corações

 

Autoria:

 

J. Antero Oliveira

12 janeiro 2011

Sem ti, é nua a minha vida

 

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Quantas vezes aqui sozinho

Por não te ver, senti um tremor

Um vazio, uma falta de carinho,

Uma luz que se extinguia na dor

 

Quantas vezes procurei o caminho

E sem querer vi, a falta de cor

A chuva caindo de mansinho

Mas parecendo dilúvio, um terror

 

Quantas vezes ao olhar o céu

Onde a lua seguia sozinha

Percebi que aquele denso véu

 

É falta de cor no jardim da vida

É ausência, é fé perdida...

E perceber que sem ti, é nua a vida minha

 

Autoria:

J. Antero Oliveira

06 janeiro 2011

Fonte dos meus sonhos

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Fechei os olhos e senti

Meus sonhos florir de ti

Qual terra árida, sem vida?

Por ti floresce a semente

Que outrora julgava perdida

Ó fonte dos meus sonhos

Que me encantas, docemente

Tempos tristonhos, abandonei

Quando em teus braços me entreguei.

 Autoria:
J. Antero Oliveira

01 janeiro 2011

Quando ainda era criança

 

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Quando ainda era criança

Embora andasse descalço na rua

Vivia brincando com esperança

E sonhando  caminhava Na Lua

 

Quando ainda era criança

Queria ser piloto de fórmula um

Mas os ventos de bonança

Não sopram para qualquer um

 

Quando ainda era criança

Sonhava ser escritor...

Mas onde ir buscar confiança?

Para conquistar tal valor!

 

Quando ainda era criança

Aprendi que o querer

Aliado à força do Amor

Gera uma aliança

Que faz viver o sonhador!

 

Autoria:

J. Antero Oliveira