30 julho 2010

Não preciso ver-te, para saber que estás presente!

z-bencaos17 

 

Ainda que não te veja

Ó luz da vida, que me guia

Para onde quer que seja

Teu, caminho, sigo, neste dia

 

Ainda que não te sinta

Ó brisa que me refrescas

É a tua frescura, que pinta

O amarelo das giestas!

 

Ainda que não te escute

Ó voz da minha alma

És tu, quem me incute

A esperança e a calma!

 

Ainda que não te sinta

Ó perfume das flores

É a tua doçura que pinta

Os jardins de mil cores

 

Ainda que não te veja

Ó meu, pequenino, coração,

Por quem, aqui não esteja

Sei que bates, forte, como trovão

 

Ainda que não te escute

Ó silêncio da natureza...

O momento do meu maior desfrute

Advém da tua beleza!

 

Autoria:

J. Antero Oliveira