30 julho 2010

Não preciso ver-te, para saber que estás presente!

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Ainda que não te veja

Ó luz da vida, que me guia

Para onde quer que seja

Teu, caminho, sigo, neste dia

 

Ainda que não te sinta

Ó brisa que me refrescas

É a tua frescura, que pinta

O amarelo das giestas!

 

Ainda que não te escute

Ó voz da minha alma

És tu, quem me incute

A esperança e a calma!

 

Ainda que não te sinta

Ó perfume das flores

É a tua doçura que pinta

Os jardins de mil cores

 

Ainda que não te veja

Ó meu, pequenino, coração,

Por quem, aqui não esteja

Sei que bates, forte, como trovão

 

Ainda que não te escute

Ó silêncio da natureza...

O momento do meu maior desfrute

Advém da tua beleza!

 

Autoria:

J. Antero Oliveira

27 julho 2010

Em memória de ti…

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Pela manhã, ao despertar

Meus pensamentos vagueiam

Pelos caminhos que percorremos...

Meus olhos procuram teu olhar

E tristes, lágrimas semeiam

Sabendo que não mais seremos

Como as infinitas ondas desse mar

Que se enrolam e desmaiam

Nas areias, onde as recebemos,

Mas sempre se voltam a formar,

Para que, nelas, todos leiam

Aquilo que fomos e vivemos!

Para longe, partiste, mas perto, ficaste

Um pouco de ti, me deixaste

E de mim, quase tudo levaste...

Muitos dias nascerão, com sois brilhantes

Muitas noites virão, com estrelas reluzentes

Muitas brisas refrescarão este mundo

Muitas mágoas se apagarão lá do fundo

Mas a memória de ti será minha companheira

Hoje, amanhã e sempre!

Autoria:

J. Antero Oliveira

15 julho 2010

O Encontro

 

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Um dia, ao amanhecer, escondida

Entre o perfume das flores, estava

A beleza, dum sonho, de uma vida

A certeza do encontro, que procurava

 

Refrescada pela brisa do mar

Essa manhã, amena e adocicada

Eternizou, o que ficou por falar

Entre ti e esta alma enamorada

 

Um sonho, ardente, vivido

Sob o celeste, azul do céu…

Partilhado com as gaivotas e o mar

 

Momento, jamais, esquecido

Revelando quem sou eu…

E o quanto te estou a amar!

 

 

 

Autoria:

 

J. Antero Oliveira

 

03 julho 2010

Nessa Estrada

Nessa estrada, cuja calçada
Reluz o brilho, da tua luz
Revelando este trilho, que me conduz

Nessa estrada, cuja calçada
Amortece, os passos e dá norte
A esta Alma, cansada, e a faz forte

Nessa estrada, cuja calçada
Testemunhou, em tempos, a tua chegada
E te guiou, com os ventos, na retirada

Nessa estrada, cuja calçada
Me levou, num sonho, apaixonante
E me deixou, esta realidade, ofuscante

Nessa estrada, cuja calçada
É tudo, o que tenho sob os pés
E no coração, estás tu... Porque não vês?

Nessa estrada, cuja calçada
É a minha vida, a minha morada.



Autoria de:
J. Antero Oliveira