Deixa-me olhar-te no azul horizonte
E falar-te do perfume das flores
Deixa-me mostrar-te a beleza dos montes
E cantar-te como me encantam suas cores
Deixa-me escrever-te a brisa silenciosa
Ou murmurar-te a frenética corrida
Da água nos riachos, que graciosa
Canta e por onde passa dá vida…
Deixa-me sentir pulsar alegremente
Esta razão que me faz viver
Mas quero também, antes de mais...
Partilhar com toda a gente
A voz de minh'alma e o prazer
D'escutar o canto dos pardais.
Autoria:
J. Antero Oliveira